28 de outubro de 2013


Festa das Frutas

Pessoal, dou início ao post de hoje pedindo desculpas pela ausência na última semana. Sabem aquele velho dilema tipicamente feminino trabalho-casa-família-lazer-etc? Pois é, me perdi nele nos últimos dias, mas agora tento me reorganizar. 

O calor se aproxima do sul e eu começo a me empolgar com a chegada do verão, das férias e tudo mais. Daqui a pouco, chega aquela época do ano cheia das comemorações, encontros, que eu  particularmente adoro, mas com as quais um monte de gente se estressa. Aproveito o ensejo para adiantar esse assunto:  até a véspera do Natal, pretendo dividir com vocês minha campanha pessoal de final de ano. E torço para conquistar novos adeptos! Minha proposta é simples: reduzir o consumo e o estresse típicos do final de ano e aprender a curtir o que este período tem de melhor. Menos shopping, menos gastos desnecessários, menos trânsito e mais celebração do presente, da vida. Sou pouco pretensiosa, não? Brincadeiras à parte, minha ideia é registrar, a quem interessar, sugestões criativas e simples para acabar o ano mais light, e compartilhar o que venho testando por aqui e que tem rendido bons resultados. 

Por falar, então, de comemoração, férias, calor e tal, inicio os trabalhos falando de... frutas! Sempre me pergunto por que não temos o hábito de servir frutas em festas, com raras exceções no Ano Novo e Natal. Claro que qualquer festa que se preze tem que ter guloseimas. É o momento de servir algo especial. Mas por que não oferecer também uma opção mais leve e saudável? O fundamental é dar opções de escolha às pessoas. 
Assim como as saladas, que foram aprimoradas e adaptadas às mais diferentes modalidades de recepção, as frutas também podem ser incorporadas aos cardápios. Sozinhas elas podem não ser tão atraentes, mas é aí que entram as formas criativas de apresentação e alguns complementos mágicos, como chocolate, chantily e sorvete. Outra possibilidade é acrescentar frutas congeladas a bebidas, como o espumante. Apresento algumas sugestões e até arrisco dizer que essas ideias podem ser testadas em festas infantis!
Já que já citei o Natal, deixo também a dica para que neste próximo tu já experimente alguma dessas ideias. Na minha família, costumam resmungar que o tradicional menu natalino é "seco" (farofa + arroz + chester sem molho + passas + nozes...). Nesse caso, as frutas e suas múltiplas combinações podem funcionar. 
Via Pinterest


16 de outubro de 2013


Pão, sempre pão!

Via Pinterest
Via Pinterest
Via Pinterest
Tem dia comemorativo pra tudo nessa vida, né? Coisa boa! Pena que, às vezes, a celebração sucumbe à força do mercado. Prefiro pensar que essas datas especiais são pretextos para comemorar o presente, a vida, e reunir os queridos. Pois hoje é o Dia Mundial do Pão, então merece ser muito festejado, vocês não acham?

Tanto quanto apreciar, eu adoro fazer pão. Como já disse aqui em outras ocasiões, minha curiosidade "culinarística" me impulsiona a buscar a receita perfeita de pão. Confesso que ainda não a encontrei e sigo nessa missão. Se alguém aí tiver esse tesouro, por favor, compartilhe! Já testei muitas receitas, inclusive o tal fermento natural (ou massa-mãe), que temos que diariamente alimentar e tal. Muito bom esse fermento aí, mas dá um trabalhão. O pão ficou bem mais saboroso do que aquele feito com fermento industrializado, porém esbarra na questão da vida moderna. Fica difícil ter que conservar o fermento todos os dias, além de nos colocar na obrigação de fazer pão o tempo todo. 

Uma das minhas obsessões é reproduzir o pão espetacular do restaurante La Villa Amalfi. Se um dia tiverem a oportunidade, conheçam o local. O pão servido quentinho de entrada é um dos melhores que já provei. Tenho uma vontade de ir lá e ver como eles fazem, que vocês não imaginam. É, sem dúvida, um dos tesouros gastronômicos da cidade. 
La Villa Amalfi
Felizmente, acendeu uma paixão na cidade por padarias de verdade. A cada mês, leio notícias sobre a inauguração de uma nova. A demanda reprimida por padarias de qualidade está provocando uma corrida nos empreendedores do setor. Uma das mais queridas (e já tradicional) é a Barbarella Bakery, da Ana Zita Fernandes, autora da receita (apresentada no canal Bem Simples) que faço questão de dividir aqui com vocês. 
Se ainda não encontrei a receita de pão branco perfeita, a de pão integral eu já descobri. A receita demanda um tanto de ingredientes, mas vale à pena. Cada embalagem dos cereais e farinhas rende muitos pães. Ela pode ser feita na máquina de pão, para quem quer economizar esforço. Aqui, as quantidades são para meia receita, o que rende dois pães de forma médios. Dá pra fazer redondinhos também, que ficam ótimos. 

Pão Preto com Cereais

Ingredientes:

350g farinha de trigo
75g farinha de centeio 
75g farinha integral 
65g aveia laminada grossa 
65g linhaça 
25g açúcar mascavo 
40g manteiga 
10g sal 
50g mel 
30g fermento biológico fresco 
1 ovo
200ml água 
110ml leite
Aveia laminada extra para decorar o pão      

Colocar no recipiente da máquina de pão todos as farinhas e ingredientes secos. Fazer um buraquinho em um do cantos da farinha e esfarelar o fermento. No canto oposto ao fermento, colocar o sal. Em outro buraquinho, colocar o mel, o ovo e a manteiga. Colocar o recipiente na máquina de pão e selecionar o a opção nº 8 (massa). A máquina começará a bater a massa. Ir adicionando aos poucos a água e o leite morno. A máquina irá bater a massa por 20min. Em seguida, a massa irá descansar e crescer na máquina de pão. Retirar a massa da máquina e dividir em duas partes. Abra a massa em formato oval, enrole como rocambole e pincele um pouco de água pelo pão. Salpique um pouco de aveia laminada. Deixe os pães dobrarem de tamanho. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, por 30min.

Olha aí os meus!

8 de outubro de 2013


Decorando com bastidores

Vocês se lembram daquele papo de dar novos usos a objetos corriqueiros e criar projetos criativos? Pois é, esse exercício é bem importante para estimular a criatividade. Minha sugestão de hoje é com um objeto que já não é mais tão corriqueiro assim, mas, vasculhando no cantinho de costura da avó, tenho certeza que vocês vão encontrar pelo menos um. Me refiro àqueles bastidores para sustentar os bordados, sabe? 

Se for algo fora da tua realidade, mas tu curtiu a ideia, esse é um objeto  fácil de encontrar em loja de tecidos e artigos para costura. O bom é que é bem baratinho. Se a pessoa não sabe costurar, não tem problema, pois não demanda nada disso. Mas, se tu souber, dá pra inventar mil possibilidades, juntando tecidos num mesmo bastidor, criando bolsos etc.
Com esses bastidores, dá pra criar mosaicos lindos de diferentes tecidos, que decoram uma parede sem graça ou servem até como cabeceira. A questão é que um redondinho só não faz verão. O interessante é agrupar vários, com tamanhos e em alturas distintos. E, pra dar uma variada nas formas, fica também a dica de forração de telas de pintura. Quando enjoar, é só criar novas composições. 
As imagens são do Pinterest.

4 de outubro de 2013


Obra de arte torrada

via mauricebennett.co.nz
Já passou um pouco da hora da torrada (ou misto quente, pra quem não é do sul), né? Bom, não importa. Torrada é sempre maravilhoso. O artista Maurice Bennett também concorda com isso. Conhecido como "the toastman", Maurice simplesmente cria obras de arte com fatias de pão torradas. As nuances ele consegue a partir da queima dos pães com um maçarico, em tempos diferentes. Com os pães ele cria retratos incríveis, como o da Monalisa tomando sorvete, apresentado no Food Art Festival em Hong Kong. 
via mauricebennett.co.nz
Mas Maurice não é o único. Uma das obras de arte mais famosas feitas com pão é da dupla Ingrid Falk e Gustavi Aguerre. "Toaster" conta com 2.500 fatias de pão, criando a imagem de 5 metros de largura e 4,5 metros de altura.


Vale lembrar também do clipe da banda OK Go., uma animação feita com 215 fatias com a assinatura de Geoff Mcfetridge.


Uma pena é pensar no desperdício de comida que geram essas obras de arte. No caso do clipe, os pães utilizados estavam todos fora da validade. Ok. Os outros artistas poderiam se inspirar: a cada obra desenvolvida, eles poderiam doar uma quantidade razoável de pães a entidades, abrigos, hospitais. Ou, pelo menos, a farinha. 

Gente, me deu fome! Fui!