23 de agosto de 2013


Um docinho para animar o fim de semana


A previsão do tempo para o sudeste e quase todo o resto do Brasil é de sol e calor neste fim de semana (invejinha!). O sul, por sua vez, terá a combinação perfeita - só que não - de muita chuva e frio. Em dias assim, a gente merece se presentear com uma tarde de cobertor, filme e doce. 

Por essa razão, minha sugestão de hoje é uma receita maravilhosa (e testada, como todas aqui) de cheesecake. Nesta semana, postei na página do Chá com Ideias no Facebook a sugestão de uma cheesecake desconstruída, que fez muito sucesso. Lá, apenas citei os ingredientes, então coloco aqui as quantidades certinhas.

Já experimentei muitas versões de cheesecake por aí e, sem dúvida, a minha versão favorita é a que não é assada. Acho até que a receita que vai ao forno é a original, mas não me gusta mucho. A que amo é a versão mais simples, aquela em que misturamos tudo e vai à geladeira. Prática e deliciosa. Barbadinha! Experimentem fazer na versão desconstruída, que é servida em um copo ou taça. E é possível fazer também em mini porções, com uma colherinha, que fica um amor. 

Cheesecake de frutas vermelhas

Ingredientes:

Farofa
1/2 pacote de biscoito maisena
1/2 xícara de castanha-do-pará (opcional)
50g de manteiga em temperatura ambiente

Creme
300g de cream cheese em temperatura ambiente
60g de açúcar de confeiteiro 
1 colher (chá) de essência de baunilha
gotas de suco de limão
250ml de creme de leite fresco

Geleia
250g de morango
250g de mirtilo
4 colheres (sopa) de açúcar
1/4 de xícara de água
suco de limão

Para a farofa, bata todos os ingredientes no processador. Se a manteiga não for suficiente para dar liga, acrescente um pouco de leite. Reserve. 

Para o creme, na batedeira, bata o cream cheese, o açúcar, a baunilha e o limão, até obter um creme fofo. Reserve. 

Bata, separadamente, o creme de leite até obter picos firmes. Agregue o creme de leite batido ao creme reservado.

Para a geleia, misture todos os ingredientes e leve ao fogo até ficar uma calda rala. Se preferir, pode ser utilizada uma geleia industrializada. Ela só deve ser dissolvida em um pouco de água, para ficar um pouco mais rala. Se for goiabada, aqueça os pedaços do doce com um pouco de água até ficar líquida.

Em taças individuais, coloque um pouco da farofa no fundo. Por cima, distribua o creme. Finalize com a geleia e umas folhinhas de hortelã. 

Leve à geladeira por 2h.


14 de agosto de 2013


Hora de destralhar

por tinywhitedaisies
Uma das palavras que mais gosto nessa vida é destralhar. Acredito que não esteja no dicionário, mas para mim já se popularizou. Ou deveria! E essa é a questão. Não sei se é por estar assistindo demais àqueles programas sobre acumuladores na TV a cabo, ou se é pelo mês de agosto ser sempre um período de botar a casa em ordem.  O certo é que esta palavrinha pipoca direto na minha cabeça. E parece que não é só na minha, pois a versão em inglês, declutter, anda bem na modinha. 

O destralhar significa muito mais do que limpar as gavetas, abrir os armários. Se fosse só a tralha da casa, tudo bem. Uma boa faxina e era isso! Eu me refiro à tralha de sentimentos, que costumamos ir empurrando para baixo do tapete por anos. Ou as "tralhas sociais", como bem descreve a Amanda Arruda, editora da Revista 21, neste texto que reproduzo abaixo. Um texto simples, mas que traz um alerta importante: assim como aquela gaveta em que vamos jogando todos papeizinhos e trecos no dia-a-dia (e que um dia vai trancar de vez de tanta porcaria), nossa mente se esgota de tanta tralha social acumulada, especialmente pela dificuldade de dizer não. É um exercício interessante e um caminho fundamental para uma vida mais simples. 

Declutter na vida – ou as tralhas sociais acumuladas com os “devos”

Quem já leu sobre minimalismo já viu a palavra acima pelo menos uma vez. Declutter. Uma palavra em inglês  para designar  o ato de se livrar de coisas inúteis, a conhecida tralha. Mas essa matéria não é sobre a tralha visível aos nossos olhos, na qual a gente tropeça e faz faltar espaço no guarda-roupa. Não. Existe um outro tipo de tralha, muito prejudicial a nós e ao nosso estilo de vida: a tralha social.
A tralha social não é fácil de identificar. Porque, muitas vezes, entendemos os tipos de atitudes que nos levam a acumular esse tipo de coisa como ‘ser sociável’, ou ‘amável’, ou ‘gentil’. Ainda não pegou? Pois eu explico. Sabe aquela festa boring que você concordou em ir porque a sua amiga não quer ir sozinha, mas preferia ficar em casa lendo um livro, ou assistindo um seriado ou mesmo fazendo nada? Isso é tralha social: algo que você não quer fazer, não sente nenhum prazer fazendo, mas termina fazendo pra ser ‘legal’.
Nesse momento você certamente começou a enumerar várias ‘socializações’ inúteis as quais você já fez, está possivelmente fazendo ou mesmo fará. O meu conselho é: pare. Agora. Ser legal pros outros é bom, mas ser legal pra você é melhor ainda. Se você não quer ir na maldita festa, não vá. Sua amiga encontrará outra pessoa para ir com ela – improvável que você seja a única pessoa disponível na vida dela. E, mesmo que seja: ninguém pode estar acima de você na sua lista de pessoas a satisfazer.
Isso pode soar egoísta e duro, mas não é. Trata-se, simplesmente, de eleger prioridades. Suas prioridades. Tomando o exemplo que já utilizamos: se sua amiga for uma ótima companhia pra você – supondo que ela não seja mais uma das tralhas sociais que você foi arrastando pelo caminho – então não vai ser nenhum problema ir com ela para festa, uma vez que a realidade é que não importa muito onde estejamos, desde que estejamos com gente boa. Entretanto, se você sabe que não há a menor chance de você se divertir, porque ir? Só porque sua amiga pediu? Você, realmente, está colocando a sua felicidade abaixo da felicidade de outras pessoas?
O principal problema de acumular programas com os quais você não se envolve, não se diverte é o seguinte: perder tempo.  Tempo é uma coisa preciosa e, como todos sabem, não volta atrás. Enquanto você está morrendo de tédio naquela festa que foi com a sua amiga, sentado naquela mesinha de bar com gente pela qual você não se importa ou mesmo trabalhando num local pelo qual você parou de se interessar há vidas, você poderia estar vivendo. De verdade. Plenamente. Fazendo o que você quer. Passamos muito tempo preocupados com o que as pessoas querem que nós sejamos ou o que DEVEMOS ser. Não existe isso. De DEVER ser. Ser não é um dever. Ser é natural. E ser você não deve ser doloroso e não será, se você começar a viver a sua vida do jeito que você realmente quer que seja.
Você não precisa excluir todas as pessoas da sua vida, nem todos os seus planos. Atitudes radicais não são boas formas de lidar com relacionamentos, carreiras e outras coisas importantes na vida.  Mas acho que todos nós precisamos parar e repensar. O que eu estou fazendo porque EU quero? Porque EU gosto? Porque ME faz bem? Ou, então, o que EU gostaria de estar fazendo, mas não tenho tempo? A resposta para essas perguntas pode te indicar, de verdade, quem você é (para o caso de você não saber ainda) – e com o que você está perdendo tempo. E, a partir disso, você pode começar a abdicar a algumas coisas inúteis, para abrir espaço para coisas que VOCÊ considera úteis.
Não gosta do que você trabalha? Não precisa pedir demissão agora – todos nós temos contas pra pagar, eu que o diga -, mas há sempre a possibilidade de você começar a procurar um emprego no que você goste. Odeia limpar a casa, mas tem que perder seu tempo fazendo isso? Há outras opções, principalmente se você morar com outras pessoas. Se você mora sozinho, então pague alguém para fazer isso por você. Afinal, o tempo que você gastaria fazendo uma faxina completa na casa – vamos, supor, na melhor das hipóteses, uma manhã inteira – você poderá gastar fazendo algo que te interesse, desde jardinagem à fotografia.
Como a abordagem material, fazer o declutter na vida  nada mais é do que abrir espaço para coisas realmente legais e importantes entrarem nela. Que tal começar agora, fechando esse matéria, cancelando o próximo compromisso e indo ali, pensar em você, nos seus relacionamentos, na sua agenda? Depois você me conta como foi.

Uma colaboração da querida amiga e leitora Patrícia Benvenuti. ;)

8 de agosto de 2013


Confeitarias com história


Tem várias coisas das quais sinto falta em Porto Alegre. Acredito que todos que moram ou já passaram por aqui devem ter sua listinha de coisas faltantes. Mas hoje gostaria de falar de uma especialmente: das confeitarias tradicionais da cidade. Assim como os cinemas de calçada, as confeitarias eram um importante lugar de encontro. 

Infelizmente não tive a oportunidade de viver isso na minha cidade. Talvez (também) por isso, eu tenha tanto carinho pelo Mercado Público, guerreiro que não se entrega! A tristeza não é tanto pelos doces, pois devo ser justa e dizer que Porto Alegre tem cada vez mais opções de ótimos cafés. O que falta é a história, a vista da rua (ao invés do corredor do shopping), o caminho pela cidade. Sinto falta dessa parte da história que só li e ouvi. Sempre ouvi sobre a famosa Confeitaria Rocco, inaugurada em 1910 em uma construção linda e hoje largada às traças no centro da cidade. Perdi. 

Mas se aqui já não tem mais lugares assim, no Rio de Janeiro permanece impecável a Colombo. Que lindeza! História, cultura, encontros e doces num lugar só. Ou tem o inesquecível Gran Café Tortoni, o mais antigo de Buenos Aires. É possível visitá-lo em 2013 e tomar um chá no mesmo lugar que Jorge Luis Borges, Gardel e outros tantos artistas discutiam suas ideias geniais. 

E tem também a Maison Ladurée, que não tive, infelizmente, a oportunidade de ir para experimentar o verdadeiro macaron. Mas, se não pude ainda ir até lá, pelo menos posso ir curtindo daqui, graças a publicação linda do Senac, que conta um pouco da história da confeitaria e também traz as principais receitas servidas lá. Este é meu novo brinquedinho! Quem sabe, uma hora dessas me aventuro a testar uma das receitas, né? Metida!

2 de agosto de 2013


Dá um tempo à bolonhesa!

Imagem do blog Com uma Pitada de Açúcar

O final de semana está chegando, então é hora de dar uma espiada no livro de receitas e ver o que vamos aprontar dessa vez!!!!

Quando se trata de gastronomia, eu tenho uma mania boa e ruim: quando gosto muito de um prato e acho exequível, eu fico obcecada em reproduzir a tal receita em casa. A graça na brincadeira está em pensar cada ingrediente e ir descobrindo o modo de fazer. O problema é sossegar até achar a receita certa!

Assim aconteceu quando experimentei uma massa maravilhosa do restaurante Tartoni, aqui em Porto Alegre. O prato é maravilhoso: fettuccine com cubos de frango e cogumelos ao vinho branco, molho bechamel e um toque de creme de leite fresco. Simples e delicioso! Eu precisava saber fazer aquele prato em casa!!!!

Fui testando a receita até fazer o meu prato. Não é igual ao do restaurante, mas tem o meu jeito. O interessante é que, bisbilhotando na internet, encontrei uma receita muito parecida, do querido blog Com uma Pitada de Açúcar. E o melhor disso tudo: é uma massa sofisticada que se prepara em 15 minutos!!!!!!!!!! 

Excelente solução para receber um amigo com estilo ou simplesmente sair da massa à bolonhesa!

Linguini ao Molho Cremoso de Mostarda e Frango

Ingredientes:

350g de linguini (ou outra massa seca de sua preferência)
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1/2 colher (sopa) de manteiga sem sal
1 cebola pequena cortada em cubinhos
1 dente de alho
2 peitos de frangos cortados em cubinhos (se tu deixar o frango já temperado por algumas horas, fica ainda melhor e mais rápido)
2 colheres (sopa) de vinho branco seco
1 xícara de cogumelos paris cortados no formato desejado
Sal e Pimenta do reino a gosto
2 e 1/2 colheres (sopa) de mostarda Dijon
1 xícara de creme de leite fresco
Tomilho fresco a gosto

Modo de preparo


1. Em uma panela grande, coloque 5 litros de água e 2 colheres (sopa) de sal. Leve ao fogo alto. Quando a água ferver, coloque o macarrão e deixe cozinhar conforme as instruções da embalagem. Cuidado para não deixar o macarrão cozinhar demais, ele deve ficar al dente.

2. Enquanto o macarrão cozinha, prepare o molho. Coloque o azeite de oliva e a manteiga em uma panela de fundo triplo e leve ao fogo médio e refogue a cebola até que fique macia e sem cor. Acrescente o alho e deixe refogar por mais alguns instantes, acrescente os cogumelos e refogue por uns 2 a 3 minutos. Acrescente os cubinhos de peito de frango e deixe cozinhar até que fiquem macios (o meu já estava pronto, então pulei essa parte). Acrescente o vinho branco e misture bem, deglaçando o fundo da panela, até que o vinho evapore. Acrescente a mostarda, o creme de leite e o tomilho. Tempere com sal e pimenta e deixe reduzir um pouco.
3. Com cuidado, despeje o macarrão cozido em um escorredor. A seguir, transfira o espaguete para a travessa onde for servir. Regue com o molho e sirva imediatamente.